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<channel><title><![CDATA[Biografias por Encomenda - Blogue]]></title><link><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue]]></link><description><![CDATA[Blogue]]></description><pubDate>Sun, 21 Dec 2025 00:14:50 -0800</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Sónia]]></title><link><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/sonia]]></link><comments><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/sonia#comments]]></comments><pubDate>Mon, 28 May 2018 09:26:11 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/sonia</guid><description><![CDATA[Eu tinha um cargo de alta responsabilidade na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Lidava, por isso, muito de perto com o poder pol&iacute;tico e tinha de ter muita criatividade para n&atilde;o me deixar emaranhar nas suas teias.Um dos homens do regime a quem eu tinha de prestar contas, por ser meu superior hier&aacute;rquico, era tenebroso. Controlava tudo e todos, punha e dispunha. E n&atilde;o era honesto, pelo contr&aacute;rio. Usava a influ&ecirc;ncia e o poder que tinha para manipul [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph">Eu tinha um cargo de alta responsabilidade na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Lidava, por isso, muito de perto com o poder pol&iacute;tico e tinha de ter muita criatividade para n&atilde;o me deixar emaranhar nas suas teias.<br />Um dos homens do regime a quem eu tinha de prestar contas, por ser meu superior hier&aacute;rquico, era tenebroso. Controlava tudo e todos, punha e dispunha. E n&atilde;o era honesto, pelo contr&aacute;rio. Usava a influ&ecirc;ncia e o poder que tinha para manipular. Como eu n&atilde;o me deixava corromper, t&iacute;nhamos s&eacute;rios diferendos.<br />Quando roubou descaradamente os armaz&eacute;ns dos produtores, eu n&atilde;o me contive. Pedi uma audi&ecirc;ncia urgente e, ainda na tarde desse dia 23 de abril de 1974, entrei nervoso no seu gabinete.<br />N&atilde;o s&oacute; a sua figura era diab&oacute;lica, como fazia quest&atilde;o de se rodear de secret&aacute;rias soturnas, que iam registando sonoramente na m&aacute;quina de escrever cada palavra que eu proferia. O ambiente era de amea&ccedil;a e &oacute;dio e a secret&aacute;ria que nesse dia me recebeu, de seu nome S&oacute;nia, era feia e assustadora.&nbsp;<br />- Exijo que reponha imediatamente os produtos desviados - disse eu ao meu interlocutor.<br />A audi&ecirc;ncia foi breve e eu sa&iacute; com a certeza que Sua Excel&ecirc;ncia n&atilde;o ia mexer uma palha para anular os preju&iacute;zos que a sua quadrilha causara aos produtores.<br />Dois dias depois, a revolu&ccedil;&atilde;o, que vivi com entusiasmo. Sua Excel&ecirc;ncia fugiu para a Madeira e depois para o Brasil, como o chefe de Estado e muitos outros. Quanto a mim, dado o lugar que ocupava na m&aacute;quina do Estado, fui destitu&iacute;do e olhado com desconfian&ccedil;a.&nbsp;<br />Pouco tempo depois, fui chamado ao Minist&eacute;rio pelos novos governantes. Fizeram-me esperar uma hora, o que era humilhante para uma pessoa como eu que entrava nos gabinetes dos minist&eacute;rios sempre que precisava.<br />O porteiro, condoendo-se da minha situa&ccedil;&atilde;o,&nbsp; decidiu chamar a secret&aacute;ria. Qual n&atilde;o foi o meu espanto quando vi o seu rosto...<br />- Voc&ecirc;? Voc&ecirc; aqui? - vociferei!<br />- O senhor fa&ccedil;a o favor de estar calado. Eu perten&ccedil;o ao Partido Comunista desde os 20 anos. Estava no gabinete de Sua Excel&ecirc;ncia para colher informa&ccedil;&otilde;es, que passava ao partido. Entretanto, j&aacute; disse a toda esta gente aqui dentro que o senhor &eacute; honesto e competente. Dentro de pouco tempo, reocupar&aacute; o seu lugar.<br />Talvez tenham sido os cravos, os ares de abril ou a alegria das ruas que a rejuvenesceram. S&oacute;nia era afinal uma mulher bonita e simp&aacute;tica.<br />Escolhi-a para minha secret&aacute;ria. Por&eacute;m, pouco tempo depois foi-se embora. Nova miss&atilde;o do Partido.</div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O anjo da ponte de Austerlitz]]></title><link><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/o-anjo-da-ponte-de-austerlitz]]></link><comments><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/o-anjo-da-ponte-de-austerlitz#comments]]></comments><pubDate>Wed, 28 Feb 2018 11:45:50 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/o-anjo-da-ponte-de-austerlitz</guid><description><![CDATA[Debru&ccedil;ado na ponte de Austerlitz, via o meu reflexo na &aacute;gua&hellip; O desespero era um bicho selvagem e a imagem que via espelhada nas &aacute;guas ainda me deixava mais aflito. Aquele vulto esquel&eacute;tico, roto e sujo, com rosto desfigurado, de olheiras escuras e l&aacute;bios rebentados de fome e frio era outro eu, que me custava a reconhecer e aceitar. Pensei:- Acho que vou ter com aquele ali em baixo e acabo tudo.Antes de ceder &agrave; ang&uacute;stia e me abandonar, o meu [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph">Debru&ccedil;ado na ponte de Austerlitz, via o meu reflexo na &aacute;gua&hellip; O desespero era um bicho selvagem e a imagem que via espelhada nas &aacute;guas ainda me deixava mais aflito. Aquele vulto esquel&eacute;tico, roto e sujo, com rosto desfigurado, de olheiras escuras e l&aacute;bios rebentados de fome e frio era outro eu, que me custava a reconhecer e aceitar. Pensei:<br />- Acho que vou ter com aquele ali em baixo e acabo tudo.<br />Antes de ceder &agrave; ang&uacute;stia e me abandonar, o meu pensamento focou-se ent&atilde;o na &uacute;nica esperan&ccedil;a de um milagre: Nossa Senhora de F&aacute;tima. Roguei-lhe:<br />- Nossa Senhora de F&aacute;tima, se eu conseguir sair disto e singrar na vida, apesar da dificuldade que tenho nesta perna, prometo que, quando puder voltar a Portugal, vou a p&eacute; de minha casa a F&aacute;tima, as vezes que puder.<br />Nesse momento, ca&iacute; para tr&aacute;s, como se algu&eacute;m me tivesse empurrado. Provavelmente, desfaleci com a fome e a fraqueza e desequilibrei-me. Bati com a cabe&ccedil;a na esquina do passeio e comecei a sangrar.<br />Estava a levantar-me e a sentar-me, quando ouvi uma voz, que devia ser de um anjo:<br />- Voc&ecirc; &eacute; portugu&ecirc;s?<br />Era um homem dos seus trinta anos. J&aacute; n&atilde;o devia ser o primeiro compatriota que encontrava na mis&eacute;ria.<br />- Sou &ndash; respondi.<br />- Est&aacute; aqui sozinho? N&atilde;o tem para onde ir?<br />- Estou s&oacute; e n&atilde;o tenho para onde ir.<br />- De onde &eacute;?<br />- Da zona do Porto&hellip;<br />- E n&atilde;o tem a morada de ningu&eacute;m?<br />- N&atilde;o&hellip; - n&atilde;o tinha for&ccedil;as para lhe contar a minha longa hist&oacute;ria, pelo que atalhei:<br />- Estou aqui ao abandono, j&aacute; ando &agrave;s voltas h&aacute; muitos dias, ou melhor semanas, n&atilde;o tenho para onde ir&hellip;<br />- Venha comigo&hellip;<br />Levou-me &agrave; cafetaria da grande esta&ccedil;&atilde;o de comboios, encomendou para mim um prato de batatas fritas com bife. Era a primeira vez que comia semelhante iguaria, em minha casa a carne era rara. Pagou e disse:<br />- Voc&ecirc; coma.<br />Levou-me depois para casa dele, na Place d'Italie. N&atilde;o era uma casa, antes um quartito, no &uacute;ltimo andar de um pr&eacute;dio, com uma cama velha e uma caixa de cart&atilde;o virada ao contr&aacute;rio a fazer de mesinha de cabeceira.<br />Tinha ainda um pequeno fog&atilde;o a g&aacute;s, onde cozinhou esparguete para levar na marmita para o almo&ccedil;o do dia seguinte. Quando me ofereceu, lambuzei-me com o petisco.<br />Enquanto com&iacute;amos, ele disse:<br />- Voc&ecirc; vai ficar aqui comigo. Havemos de nos desenrascar. Eu trabalho de p&aacute; e pica e vou ver se na obra lhe consigo arranjar alguma coisa. Anda l&aacute; uma equipa a construir uma escola em pr&eacute;-fabricado e pode ser que precisem de algu&eacute;m.<br />- Eu sou carpinteiro - esclareci.<br />Em Portugal, eu era torneiro, mas o trabalho era com madeiras, sabia fazer de tudo.<br />- H&aacute; carpinteiros, pode ser que precisem de mais algu&eacute;m.<br />No dia seguinte, antes de sair para o trabalho, com ar muito s&eacute;rio, o homem tirou um embrulho da &ldquo;mesinha de cabeceira&rdquo; improvisada e disse-me:<br />- Isto que est&aacute; aqui &eacute; para eu no s&aacute;bado mandar para a minha mulher e para os meus filhos em Portugal. Est&aacute; aqui e fica &agrave; sua responsabilidade, vou confiar em si. Fica na sua consci&ecirc;ncia.<br />Depois de tirar 10 francos, arrumou o ma&ccedil;o de notas no mesmo s&iacute;tio e chamou-me &agrave; janela:<br />- Est&aacute; a ver aquela loja ao fundo? &Eacute; a padaria, ao lado fica o talho. Quando abrir, &agrave;s 10 horas, voc&ecirc; vai l&aacute;, leva este dinheiro e este papel onde tem escrito o que preciso. Entrega este bilhete e com 10 francos compra o que preciso para logo &agrave; noite poder fazer a comida.<br />Depois saiu para ir trabalhar, deixando-me sozinho. Quando chegou a casa ao fim do dia, eu n&atilde;o tinha ido buscar nada.<br />- Ent&atilde;o n&atilde;o fez o recado que lhe pedi?<br />- N&atilde;o.<br />- Mas agora j&aacute; est&aacute; fechado. O que &eacute; que vamos comer?<br />- Olhe, se voc&ecirc; n&atilde;o me tinha dito nada, eu tinha ido. Mas tive medo que quando sa&iacute;sse algu&eacute;m lhe viesse c&aacute; roubar o seu dinheiro e n&atilde;o sa&iacute; daqui. Estive aqui todo o dia fechado a guardar. N&atilde;o tive coragem. Tive medo que houvesse a possibilidade de ser acusado de um roubo.<br />O homem fez outra vez esparguete e enquanto com&iacute;amos massa sem nada, anunciou-me:<br />- Olhe, tenho uma boa not&iacute;cia para si. Se calhar, j&aacute; lhe arranjei trabalho.<br />No outro dia, apresentou-me a uma equipa que andava a montar pr&eacute;-fabricados. Trabalhavam l&aacute; dois portugueses e um franc&ecirc;s, que era filho do patr&atilde;o. Eles precisavam de um quarto elemento porque algu&eacute;m tinha falhado e aceitaram-me.<br />O filho do patr&atilde;o arranjou-me alojamento e passei a habitar a 40 ou 50 km de Paris, muito longe do meu benfeitor. Ficava numas &aacute;guas-furtadas, onde at&eacute; faltavam telhas, mas depois de tudo o que tinha passado, j&aacute; era muito bom.<br />No segundo dia, estava a trabalhar e o homem que me ajudara dirigiu-se a mim e disse-me:<br />- Eu j&aacute; acabei aqui o meu trabalho. Venho despedir-me de si.<br />- Por favor, deixe-me ficar a sua morada de Portugal que um dia, se Deus quiser, hei de procura-lo l&aacute;.<br />Pegou num l&aacute;pis e escreveu num peda&ccedil;o de papel que rasgou de um saco de cimento a morada e o nome. S&oacute; fixei que era de S. Jo&atilde;o da Madeira.<br />Meti aquilo ao bolso e &agrave; noite quando o retirei, vi que com a transpira&ccedil;&atilde;o e o desgaste estava eleg&iacute;vel.<br />Mais ningu&eacute;m o conhecia nem sabiam onde ele morava. E eu era incapaz de reconstituir o caminho at&eacute; ao seu pr&eacute;dio na&nbsp;<span style="color:rgb(34, 34, 34)">Place d&acute;Italie</span>.<br />Talvez fosse mesmo um anjo mandado pela Nossa Senhora, que desapareceu depois de cumprir a sua miss&atilde;o. Talvez o c&eacute;u o tenha recompensado de tanto bem que me fez.<br />Mas eu, que j&aacute; cumpri a minha promessa v&aacute;rias vezes, vivo com um desejo profundo de ainda poder reencontrar o homem que me tirou da sargeta e de lhe contar que na minha fuga a salto para Fran&ccedil;a fora primeiro enganado pelo passador e ficara depois retido na alf&acirc;ndega francesa por ser menor de idade. N&atilde;o desistindo, fugi aos guardas fronteiri&ccedil;os e consegui chegar a Paris sem dinheiro e sem a morada do meu tio, que ficara com o meu irm&atilde;o quando fomos separados na alf&acirc;ndega.<br />E gostava de lhe dizer sobretudo que consegui atingir os meus objetivos e hoje estou bem na vida e que nunca esquecerei a forma da m&atilde;o que me levantou, a mesinha de cabeceira de cart&atilde;o e o sabor do esparguete que me alimentou a esperan&ccedil;a na bondade humana.<br />Tudo o que acerca do meu benfeitor &eacute; que ter&aacute; hoje perto de 80 anos, vivia na <span style="color:rgb(34, 34, 34)">Place d'Italie,&nbsp;</span>perto da esta&ccedil;&atilde;o de Austerlitz, em 1971 e era de S. Jo&atilde;o da Madeira.<br />&nbsp;<br />&nbsp;</div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Arrotar a petróleo]]></title><link><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/arrotar-a-petroleo]]></link><comments><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/arrotar-a-petroleo#comments]]></comments><pubDate>Thu, 08 Feb 2018 12:41:06 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/arrotar-a-petroleo</guid><description><![CDATA[ Lamego, 1885Manuel tinha feito um acordo com a dona de uma quinta, que lhe dava duas malgas de caldo por dia em troca de trabalho agr&iacute;cola. Um dia, estava a comer o caldo e reparou que havia uma almotolia em cima da mesa. Como a sopa estava mal temperada, decidiu reg&aacute;-la com um pouco de azeite. Cheio de terror, apercebeu-se que em vez de azeite tinha acabado de colocar petr&oacute;leo na malga.O que fazer?A asneira estava consumada e n&atilde;o se podia desperdi&ccedil;ar a comida [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:right;height:6px'></span><span style='display: table;width:auto;position:relative;float:right;max-width:100%;;clear:right;margin-top:20px;*margin-top:40px'><a><img src="https://www.biografiasporencomenda.com/uploads/8/6/1/1/8611998/almotolia_orig.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0; max-width:100%" alt="Picture" class="galleryImageBorder wsite-image" /></a><span style="display: table-caption; caption-side: bottom; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;" class="wsite-caption"></span></span> <div class="paragraph" style="display:block;">Lamego, 1885<br />Manuel tinha feito um acordo com a dona de uma quinta, que lhe dava duas malgas de caldo por dia em troca de trabalho agr&iacute;cola. Um dia, estava a comer o caldo e reparou que havia uma almotolia em cima da mesa. Como a sopa estava mal temperada, decidiu reg&aacute;-la com um pouco de azeite. Cheio de terror, apercebeu-se que em vez de azeite tinha acabado de colocar petr&oacute;leo na malga.<br />O que fazer?<br />A asneira estava consumada e n&atilde;o se podia desperdi&ccedil;ar a comida, pelo que comeu o caldo mesmo assim. Naturalmente, ficou mal disposto e andou alguns dias a arrotar a petr&oacute;leo.</div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Coisas bizarras que se ouvem nas entrevistas...]]></title><link><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/coisas-bizarras-que-se-ouvem-nas-entrevistas]]></link><comments><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/coisas-bizarras-que-se-ouvem-nas-entrevistas#comments]]></comments><pubDate>Mon, 05 Feb 2018 14:55:09 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/coisas-bizarras-que-se-ouvem-nas-entrevistas</guid><description><![CDATA[ Uma gr&aacute;vida, em Fran&ccedil;a nos anos 70, foi internada aos 5 meses de gesta&ccedil;&atilde;o porque estava com excesso de peso e precisava de emagrecer. Logo na primeira tarde, descobriu com surpresa - quando se come&ccedil;ava a mentalizar que iria passar os pr&oacute;ximos meses a comer saladas, legumes e peixe cozido - que o lanche era croissants!Engano das funcion&aacute;rias, soube depois.O certo &eacute; que ao fim de uma semana teve alta sem ter emagrecido um grama que fosse.  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:right;height:0px'></span><span style='display: table;width:auto;position:relative;float:right;max-width:100%;;clear:right;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="https://www.biografiasporencomenda.com/uploads/8/6/1/1/8611998/croissant.jpg?250" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0; max-width:100%" alt="Picture" class="galleryImageBorder wsite-image" /></a><span style="display: table-caption; caption-side: bottom; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;" class="wsite-caption"></span></span> <div class="paragraph" style="display:block;">Uma gr&aacute;vida, em Fran&ccedil;a nos anos 70, foi internada aos 5 meses de gesta&ccedil;&atilde;o porque estava com excesso de peso e precisava de emagrecer. Logo na primeira tarde, descobriu com surpresa - quando se come&ccedil;ava a mentalizar que iria passar os pr&oacute;ximos meses a comer saladas, legumes e peixe cozido - que o lanche era croissants!<br />Engano das funcion&aacute;rias, soube depois.<br />O certo &eacute; que ao fim de uma semana teve alta sem ter emagrecido um grama que fosse.</div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Quem acredita em histórias de amor?]]></title><link><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/quem-acredita-em-historias-de-amor]]></link><comments><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/quem-acredita-em-historias-de-amor#comments]]></comments><pubDate>Mon, 11 Sep 2017 09:17:47 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/quem-acredita-em-historias-de-amor</guid><description><![CDATA[ Ela ligou-me de Israel e come&ccedil;ou a contar-me a sua hist&oacute;ria.Nos seus tempos de universit&aacute;ria, viajara do Brasil para Israel para participar numa campanha de apanha de laranjas num kibutz. Conheceu um agricultor su&iacute;&ccedil;o que andava a descobrir mundo. Aos 20 anos viveram uma paix&atilde;o forte, poderosa e pura. Separaram-se por vicissitudes v&aacute;rias. Ela regressou ao Brasil e ele permaneceu na terra que cheira a flor de laranjeira.Viveram vidas inteiras com a [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='display: table;width:350px;position:relative;float:left;max-width:100%;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="https://www.biografiasporencomenda.com/uploads/8/6/1/1/8611998/published/flor-de-laranjeira.jpg?1505123696" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0; max-width:100%" alt="Picture" class="galleryImageBorder wsite-image" /></a><span style="display: table-caption; caption-side: bottom; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;" class="wsite-caption"></span></span> <div class="paragraph" style="display:block;">Ela ligou-me de Israel e come&ccedil;ou a contar-me a sua hist&oacute;ria.<br />Nos seus tempos de universit&aacute;ria, viajara do Brasil para Israel para participar numa campanha de apanha de laranjas num kibutz. Conheceu um agricultor su&iacute;&ccedil;o que andava a descobrir mundo. Aos 20 anos viveram uma paix&atilde;o forte, poderosa e pura. Separaram-se por vicissitudes v&aacute;rias. Ela regressou ao Brasil e ele permaneceu na terra que cheira a flor de laranjeira.<br />Viveram vidas inteiras com amores novos, ocupa&ccedil;&otilde;es profissionais, projetos, sonhos, tudo o que cabe dentro da espuma dos dias. Vidas sem o peso do que ficou por viver nem o torcicolo de olhar para tr&aacute;s para comparar o presente com o que se deixou no passado.<br />At&eacute; que a morte veio desarrumar a casa dela, deixando-a no limiar do desconhecido. Perdeu marido e m&atilde;e, acabou a carreira profissional e o cora&ccedil;&atilde;o andava desencontrado. Saiu de casa, fez voluntariado, reencontrou pessoas... e foi uma velha conhecida que a relembrou da viagem a Israel. Na era das redes sociais, decidiu procurar not&iacute;cias dos velhos conhecidos e conectou-se com o amigo su&iacute;&ccedil;o. A amizade foi resgatada do p&oacute; e puxou com ela antigas emo&ccedil;&otilde;es, num crescendo. At&eacute; que foi necess&aacute;rio tomar uma decis&atilde;o: cortar pela raiz aquela tormenta de sonhos e desejos ou assumi-la conscientemente.&nbsp;<br />J&aacute; entrados nos sessenta, cada um a viver no seu continente, com filhos e uma vida inteira de constru&ccedil;&otilde;es a prend&ecirc;-los, o que poderiam fazer?&nbsp;<br />Corajosamente, marcaram um reencontro para ver no que dava.<br />E o que deu, na cidade banhada pelo Tejo e depois mais a sul em terras algarvias, foi a certeza que o tempo &eacute; plasticina nas m&atilde;os de quem ama. E que um amor que se regenerou 40 anos depois n&atilde;o apagou a import&acirc;ncia dos outros amores e viv&ecirc;ncias.<br />N&atilde;o h&aacute; idade para a sabedoria de escolher viver com liberdade o resto dos seus dias!<br />Desliguei o telefone emocionada. Acredito mesmo no poder de uma hist&oacute;ria de amor!</div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Passar a fronteira a salto]]></title><link><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/passar-a-fronteira-a-salto]]></link><comments><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/passar-a-fronteira-a-salto#comments]]></comments><pubDate>Wed, 24 May 2017 09:35:27 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/passar-a-fronteira-a-salto</guid><description><![CDATA[ Macedo de Cavaleiros - Ast&uacute;rias - ParisSabugal - Lorraine - SabugalOs percursos da nossa emigra&ccedil;&atilde;o para a Europa t&ecirc;m a extens&atilde;o da nossa fronteira terrestre clandestina. Feitos de ratoeiras, perigos escondidos, p&eacute;s doridos, pele arranhada pelas silvas que fazem as vezes de arame farpado, viram passar centenas de milhares de pessoas durante as d&eacute;cadas de 50, 60 e 70 do s&eacute;culo passado. Os pa&iacute;ses destru&iacute;dos pela II Guerra Mundial [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:right;height:0px'></span><span style='display: table;width:auto;position:relative;float:right;max-width:100%;;clear:right;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="https://www.biografiasporencomenda.com/uploads/8/6/1/1/8611998/img-0227.jpg?250" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0; max-width:100%" alt="Picture" class="galleryImageBorder wsite-image" /></a><span style="display: table-caption; caption-side: bottom; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;" class="wsite-caption"></span></span> <div class="paragraph" style="display:block;">Macedo de Cavaleiros - Ast&uacute;rias - Paris<br />Sabugal - Lorraine - Sabugal<br />Os percursos da nossa emigra&ccedil;&atilde;o para a Europa t&ecirc;m a extens&atilde;o da nossa fronteira terrestre clandestina. Feitos de ratoeiras, perigos escondidos, p&eacute;s doridos, pele arranhada pelas silvas que fazem as vezes de arame farpado, viram passar centenas de milhares de pessoas durante as d&eacute;cadas de 50, 60 e 70 do s&eacute;culo passado. Os pa&iacute;ses destru&iacute;dos pela II Guerra Mundial precisavam de m&atilde;o de obra e os emigrantes portugueses, oriundos maioritariamente do interior rural, fugiam a uma pobreza dif&iacute;cil de descrever.<br />J&aacute; me pediram que registasse em livro as mem&oacute;rias de alguns destes protagonistas. Atualmente, tenho em m&atilde;os o relato das hist&oacute;rias de vida de dois casais. Uns s&atilde;o transmontanos e conheceram o primeiro itiner&aacute;rio, tendo atravessado a salto a fronteira de Chaves e de Vinhais. O outro casal &eacute; constitu&iacute;do por um beir&atilde;o do Sabugal casado com uma francesa. Em comum, t&ecirc;m a coragem, a aud&aacute;cia e o sentimento de inadapta&ccedil;&atilde;o. Em Fran&ccedil;a, eram estrangeiros. Quando quis abrir um neg&oacute;cio por conta pr&oacute;pria, um destes senhores ficou a saber que n&atilde;o tinha esse direito por n&atilde;o ser cidad&atilde;o franc&ecirc;s. Em Portugal, n&atilde;o conseguem despir o capote de emigrantes, ao qual se agarram todo o tipo de preconceitos, desde o chav&atilde;o do baixo n&iacute;vel cultural at&eacute; &agrave; ideia (quantas vezes cimentada pela inveja) de que s&atilde;o exibicionistas e s&oacute; vivem para trabalhar e acumular riqueza.<br />Mudaram de vida, ganharam dinheiro, &eacute; certo, mas n&atilde;o &eacute; essa a bitola do seu sucesso.<br />No caso de uns, o orgulho est&aacute; nos filhos, nos seus estudos e profiss&otilde;es e nos cargos importantes que ocupam em Fran&ccedil;a.<br />Para os outros, o ter voltado &agrave; terra que se deixou com 10 anos e ter contribu&iacute;do para que ela evolu&iacute;sse &eacute; o que faz bailar a l&aacute;grima no olho. Ter deixado uma aldeia que n&atilde;o tinha estrada, nem luz, nem telefone, nem... nem... e voltar para trabalhar na agropecu&aacute;ria com m&eacute;todos mais avan&ccedil;ados, vindo simultaneamente a ocupar cargos pol&iacute;ticos s&oacute; foi poss&iacute;vel com grande comprometimento que criou um tamp&atilde;o contra as cr&iacute;ticas.<br />S&atilde;o hist&oacute;rias individuais que fazem parte da nossa hist&oacute;ria coletiva. Os caminhos que abriram expandiram o nosso pa&iacute;s e a nossa cultura, n&atilde;o podem ser ignorados.</div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>  <div class="wsite-spacer" style="height:50px;"></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Ao longo de cinco anos a escrever histórias de vida...]]></title><link><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/ao-longo-de-cinco-anos-a-escrever-historias-de-vida]]></link><comments><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/ao-longo-de-cinco-anos-a-escrever-historias-de-vida#comments]]></comments><pubDate>Mon, 13 Mar 2017 14:00:34 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/ao-longo-de-cinco-anos-a-escrever-historias-de-vida</guid><description><![CDATA[... tenho tido o privil&eacute;gio de entrar em muitas casas. Nalgumas, ofereceram-me bolos para o ch&aacute; e para o caminho. Noutras, pernoitei, na mesma cama onde dormira em vida a pessoa cuja hist&oacute;ria eu estava a conhecer... Visitei jardins e aprendi palavras outonais como vinha velha. Numa casa, embalei um beb&eacute; e a noutra entrei com a minha filha pequena pela m&atilde;o. J&aacute; aceitei comida que n&atilde;o gostava, como moelas, e at&eacute; j&aacute; sa&iacute; de uma cas [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph">... tenho tido o privil&eacute;gio de entrar em muitas casas. Nalgumas, ofereceram-me bolos para o ch&aacute; e para o caminho. Noutras, pernoitei, na mesma cama onde dormira em vida a pessoa cuja hist&oacute;ria eu estava a conhecer... Visitei jardins e aprendi palavras outonais como vinha velha. Numa casa, embalei um beb&eacute; e a noutra entrei com a minha filha pequena pela m&atilde;o. J&aacute; aceitei comida que n&atilde;o gostava, como moelas, e at&eacute; j&aacute; sa&iacute; de uma casa com um saco de tangerinas na m&atilde;o.<br />Mas, mais do que os locais e as experi&ecirc;ncias, marcam-me as pessoas que vou conhecendo, dentro ou fora de casa. Tamb&eacute;m marco encontros em bares de hot&eacute;is, em livrarias-cafetarias, em esplanadas, em casas de ch&aacute;, em pastelarias ou em restaurantes. J&aacute; fui ao local de trabalho de algumas. Mas a maior parte delas, conhe&ccedil;o-as em casa. &Eacute; mais f&aacute;cil assim apreender "o homem e a sua circunst&acirc;ncia", usando a express&atilde;o de Ortega y Gasset.<br />E, por mais distintos que sejam os nossos car&aacute;teres ou situa&ccedil;&otilde;es de vida, h&aacute; sempre um ponto de contacto, um terreno de xadrez, onde as minhas linhas verticais se intercruzam com as retas horizontais do meu interlocutor. Ser&aacute; sentido da nossa humanidade? Ser&aacute; no&ccedil;&atilde;o de um destino comum? Ser&aacute; sede e fome de entendimento?<br />Tenho tido o privil&eacute;gio de conhecer pessoas cuja zona de interse&ccedil;&atilde;o &eacute; pequena, mas depois, com a rela&ccedil;&atilde;o e com a abertura de esp&iacute;rito, vai aumentando.<br />E tenho tido a sorte de conhecer outras com quem me identifico desde logo a um n&iacute;vel muito profundo.<br />Falo quase sempre de gente muito mais velha do que eu, de pessoas com grande experi&ecirc;ncia de vida. <br />H&aacute; exemplos que me fazem refletir profundamente acerca do que realmente importa, como a senhora que encontrou um homem que ama perto dos 80 anos e assumiu essa rela&ccedil;&atilde;o. Como a vi&uacute;va que, perante o enorme desgosto causado pela perda do marido, v&iacute;tima de cancro, meteu m&atilde;os &agrave; obra e passou a fazer voluntariado na Liga Portuguesa Contra o Cancro. Como o casal de m&eacute;dicos que decidiu mudar de vida e dedicar-se &agrave; humaniza&ccedil;&atilde;o dos cuidados paliativos. Como a av&oacute; que me diz que nunca deixou de ser feliz, apesar do sofrimento que enfrentou (e posso garantir que n&atilde;o foi pouco!). Como o casal que opta pelo envelhecimento ativo: ele canta, dan&ccedil;a e atua num coro e ela dedica-se energicamente a causas sociais. Como a m&atilde;e que, perante diagn&oacute;stico adverso da filha, escolhe viver com intensidade o tempo que lhe resta. Como o octogen&aacute;rio que continua a trabalhar na obra social que fundou e que diz que a &uacute;nica coisa que fica &eacute; aquilo que se faz pelos outros. E como tantas, tantas outras hist&oacute;rias. Umas contadas a viva voz, outras pressentidas nos detalhes.<br />Umas servidas com o ch&aacute;, outras amargas como tangerinas verdes.<br />Todas dignas de ficarem escritas na mem&oacute;ria coletiva.<br />Ao longo de cinco anos a escrever hist&oacute;rias de vida... estou cheia de vontade de ir a Macedo de Cavaleiros conhecer uma nova casa e os seus habitantes. E tantas outras casas que est&atilde;o &agrave; minha espera sem eu saber...</div>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.biografiasporencomenda.com/uploads/8/6/1/1/8611998/1390773-598269053568703-1865361835-n_orig.jpg" alt="Picture" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Marcas do que se é...]]></title><link><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/marcas-do-que-se-e]]></link><comments><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/marcas-do-que-se-e#comments]]></comments><pubDate>Thu, 16 Feb 2017 11:51:37 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/marcas-do-que-se-e</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						  Somos amigas de longa data. Nem sempre nos encontramos pessoalmente, mas o carinho mant&eacute;m-se. Conhecemo-nos num fim de semana hospitaleiro, fazendo voluntariado com pessoas que sofriam de perturba&ccedil;&otilde;es mentais e desde a&iacute; a nossa amizade foi-se consolidando. Foi ela e o marido, com o coro que formaram, que embelezaram a cerim&oacute;nia do meu casamento.No ver&atilde;o, mandou-me uma mensagem a dizer que queria falar comigo. Tudo bem, encont [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">Somos amigas de longa data. Nem sempre nos encontramos pessoalmente, mas o carinho mant&eacute;m-se. Conhecemo-nos num fim de semana hospitaleiro, fazendo voluntariado com pessoas que sofriam de perturba&ccedil;&otilde;es mentais e desde a&iacute; a nossa amizade foi-se consolidando. Foi ela e o marido, com o coro que formaram, que embelezaram a cerim&oacute;nia do meu casamento.<br />No ver&atilde;o, mandou-me uma mensagem a dizer que queria falar comigo. Tudo bem, encontr&aacute;mo-nos para p&ocirc;r a conversa em dia. Mas havia algo mais. E ela disse-me que tinha a doen&ccedil;a ao mesmo tempo que me pediu para a ajudar a escrever um livro sobre o assunto. A palavra cancro ainda andava &agrave;s cambalhotas no meu c&eacute;rebro, quando lhe garanti logo que sim, &eacute; claro que a ajudaria.<br />O objetivo principal deixou-me arrepiada: escrever para os seus dois filhos pequenos, assentando as suas mem&oacute;rias mais importantes e falando do que vai vivendo em confronto com a doen&ccedil;a. O medo como baliza. A esperan&ccedil;a &agrave; merc&ecirc; da t&eacute;cnica e da sorte. Entrar&aacute; golo?<br />O livro nasceu e foi lan&ccedil;ado precisamente no dia em que ela fez 40 anos. Ningu&eacute;m sabia de nada. Amigos e fam&iacute;lia apareceram no Museu da Vila Velha, em Vila Real, sem saberem ao que iam. L&aacute;grimas, enternecimento, orgulho, aplausos.<br />&Eacute; que a minha amiga decidiu suportar os custos da impress&atilde;o e vender o livro, com os lucros a reverterem totalmente para o servi&ccedil;o de oncologia. O seu grande cora&ccedil;&atilde;o como marca distintiva da bonita pessoa que &eacute;!<br />Vais vencer, querida! E n&oacute;s vamos continuar a aplaudir e a perseguir os sonhos que vamos ter!<br /><br /></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div style="height:20px;overflow:hidden"></div> <div id='958494919900987475-slideshow'></div> <div style="height:20px;overflow:hidden"></div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Memórias da Guiné]]></title><link><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/memorias-da-guine]]></link><comments><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/memorias-da-guine#comments]]></comments><pubDate>Fri, 20 Jan 2017 10:23:21 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/memorias-da-guine</guid><description><![CDATA[As mem&oacute;rias estavam h&aacute; muito tempo escritas e guardadas na gaveta, ou numa pasta do computador, e o seu autor, agora octogen&aacute;rio, j&aacute; nem contava v&ecirc;-las publicadas em livro.Foi a esposa, com a anu&ecirc;ncia dos filhos, que decidiu fazer-lhe a surpresa.N&oacute;s fizemos revis&atilde;o de texto, pagina&ccedil;&atilde;o e capa, e trat&aacute;mos da impress&atilde;o. E no dia 15 de janeiro, dia do seu anivers&aacute;rio, as mem&oacute;rias que marcaram toda uma vid [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<h2 class="wsite-content-title">As mem&oacute;rias estavam h&aacute; muito tempo escritas e guardadas na gaveta, ou numa pasta do computador, e o seu autor, agora octogen&aacute;rio, j&aacute; nem contava v&ecirc;-las publicadas em livro.<br />Foi a esposa, com a anu&ecirc;ncia dos filhos, que decidiu fazer-lhe a surpresa.<br />N&oacute;s fizemos revis&atilde;o de texto, pagina&ccedil;&atilde;o e capa, e trat&aacute;mos da impress&atilde;o. E no dia 15 de janeiro, dia do seu anivers&aacute;rio, as mem&oacute;rias que marcaram toda uma vida foram temperadas com l&aacute;grimas e com a certeza que passar&atilde;o testemunho para as gera&ccedil;&otilde;es vindouras.<br />Para que a mem&oacute;ria individual, que faz parte de uma Hist&oacute;ria coletiva, n&atilde;o se perca!<br /></h2>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.biografiasporencomenda.com/uploads/8/6/1/1/8611998/capa_1_orig.jpg" alt="Picture" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[﻿"A única coisa que fica é aquilo que se faz pela sociedade!"]]></title><link><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/a-unica-coisa-que-fica-e-aquilo-que-se-faz-pela-sociedade]]></link><comments><![CDATA[https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/a-unica-coisa-que-fica-e-aquilo-que-se-faz-pela-sociedade#comments]]></comments><pubDate>Mon, 16 Jan 2017 15:36:52 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.biografiasporencomenda.com/blogue/a-unica-coisa-que-fica-e-aquilo-que-se-faz-pela-sociedade</guid><description><![CDATA[ Este foi um daqueles livros que n&atilde;o se fez num dia, nem num ano. Come&ccedil;ou h&aacute; mais de dois e levou-nos a conhecer a vida de um homem que nasceu numa ilha, mas implantou a sua miss&atilde;o num continente s&oacute;lido de valores. Orientou sempre a sua a&ccedil;&atilde;o para contribuir para uma sociedade mais justa. Com mais de 80 anos, ainda se desloca diariamente &agrave; obra que dirige e n&atilde;o tem qualquer pudor em penetrar em meios que aparecem nos notici&aacute;rio [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:right;height:0px'></span><span style='display: table;width:358px;position:relative;float:right;max-width:100%;;clear:right;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="https://www.biografiasporencomenda.com/uploads/8/6/1/1/8611998/published/capa.jpg?1484601283" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; border-width:0; max-width:100%" alt="Picture" class="galleryImageBorder wsite-image" /></a><span style="display: table-caption; caption-side: bottom; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;" class="wsite-caption"></span></span> <div class="paragraph" style="display:block;"><br />Este foi um daqueles livros que n&atilde;o se fez num dia, nem num ano. Come&ccedil;ou h&aacute; mais de dois e levou-nos a conhecer a vida de um homem que nasceu numa ilha, mas implantou a sua miss&atilde;o num continente s&oacute;lido de valores. Orientou sempre a sua a&ccedil;&atilde;o para contribuir para uma sociedade mais justa. Com mais de 80 anos, ainda se desloca diariamente &agrave; obra que dirige e n&atilde;o tem qualquer pudor em penetrar em meios que aparecem nos notici&aacute;rios pelas piores raz&otilde;es.<br /><br />Viveu dramas, ang&uacute;stias e teve muitas d&uacute;vidas. A trajet&oacute;ria da sua vida deu voltas de 180&ordm;. Construiu uma casa e um lar. Ensinou e nunca saciou a sede de aprender. Fez da arte uma jangada para se manter &agrave; tona da realidade, tantas vezes asfixiante.<br /><br />&#8203;Um homem que se fez com tempo, no seu tempo.<br />&#8203;Uma vida que &eacute; um presente.</div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>]]></content:encoded></item></channel></rss>